DÉCADA DE 1960

José Paulo Sepúlveda Pertence 

O estudante, ao entrar num estabelecimento de ensino superior, era considerado membro do respectivo diretório acadêmico.

No meu tempo, o diretor era Villas Boas, então desembargador, e, depois, Ministro do Supremo Tribunal Federal.

O corpo de professores era de primeira ordem. Cito os que logo me vem à memória: Edgar da Mata Machado, Orlando Carvalho, Teixeira Lage, Lidio, Mangabeira, João Eunapio Borges, Eurico Trindade, Darcy Bessone, José Amado Henriques, Amilcar de Castro, Washington Pires...

Militante na política estudantil, desde o Colégio Estadual, quando fui presidente do grêmio e nela me envolvi, desde que entrei na faculdade. No primeiro ano, fui eleito vice-presidente do CAAP; no segundo, representante do CAAP junto à UEE; no terceiro, residi no prédio da UNE durante o ano de vice-presidente da entidade.

Na faculdade, fiz amigos em todas as séries e em quase todos os Estados. Alguns até hoje.

Todos os anos temos um jantar de congraçamento da geração 60, organizados pela Dulce Fraga. Infelizmente, a cada ano, são menos os que comparecem. Muitos levados pela morte. Entre eles, o mais íntimo pela vida toda - Modesto Justino de Oliveira - já falecido há alguns anos.

Do CAAP, além dos que foram, como eu, militantes na política estudantil, de qualquer série, aquele de que me aproximei nos cinco anos de faculdade, sob a liderança da UNE, recordo da campanha do "PETRÓLEO É NOSSO" que se agitava a cada ano.