CAAP - Centro Acadêmico Afonso Pena

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O CAAP

Breve Historico

O Diretório Acadêmico da Escola Livre de Direito de Minas Gerais foi fundado em 1908, sendo a mais antiga entidade estudantil de Minas Gerais. Em 1937, o Diretório Acadêmico é transformado em Centro Acadêmico e passa a se chamar Centro Acadêmico Afonso Pena, em homenagem ao fundador da faculdade.

Em 1953, com a reforma de seus estatutos, o Centro Acadêmico é transformado em õrgão representativo do corpo discente. Na década de 50 é que se formam grandes manifestações e contribuições do CAAP para o cenário político nacional, como a campanha "Petróleo é Nosso" e a criação da Petrobrás em 1958, época em que fora inaugurada a histórica Torre de Petróleo da Praça Afonso Arinos, em razão do cinqüentenário do CAAP. Na gestão do ano seguinte é formada a Divisão de Assistência Jurídica - DAJ.

Durante a Ditadura, o CAAP é invadido pela polícia do exército e tem seus arquivos tomados. Vários de seus diretores são perseguidos e presos, entre estes José Carlos da Mata Machado, torturado e morto em 1973. Em 1979, durante a campanha pela redemocratização e pela Anistia "ampla, geral e irrestrita" é realizado o I Encontro Nacional dos Estudantes de Direito em Belo Horizonte, por iniciativa do nosso Centro Acadêmico.

A década de 80 é marcada pela presença do CAAP no processo de redemocratização, com a Campanha do "Diretas Já" em 1984 (o CAAP foi um dos coordenadores em Minas Gerais), Assembléia Constituinte em 1986 e Eleição Presidencial de 1989.

Em 1992, o nosso Centro Acadêmico iniciou a campanha pelo Impeachment de Fernando Collor, transformando-se em importante centro de reuniões do Movimento Estudantil do Estado.

Em 1996, é formada a Federação Nacional dos Estudantes de Direito - FENED, entidade autônoma e que organiza o movimento estudantil de direito. O CAAP sempre se fez freqüente, tanto em seus encontros, quanto em suas reuniões e deliberações.

A partir de 1999, com a expansão desordenada e pouco regulamentada de Faculdades pelo país, conjuntamente com o freqüente aparelhamento das entidades estudantis, corrupção, de contínua frustração os nossos políticos e com a política em si, o CAAP tem que continuar com seu papel de mobilização social e política de forma independente, autônoma e inovadora, defendendo o direito de seus associados por uma universidade de excelência, pública e gratuita e por uma sociedade mais igualitária, justa e humana.